Minha visita a Mario Quintana

Se vivo, ele estaria aniversariando hoje (30/07/2016), em 110 auroras. É preciso relembrar, supremo leitor, do nosso encontro marcado, no ano de 1985, em Porto Alegre.

Não adianta só ler sonetos… preciso tocar, beijar a testa e ter um relâmpago de realidade com o criador, por isso vivo de parcos ídolos (Tom Jobim, Ayrton Senna, Rubem Braga…)

Foi assim: eu estava em POA para participar do Encontro Nacional dos Estudantes de Letras, cujo homenageado era o autor do meu provérbio particular:

“POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

Mário Quintana QUINTANA, M. Caderno H. São Paulo: Globo. 2006. p. 107.”

Resolvi fazer uma visita inesperada ao hotel, onde ele morava, o Royal. O ex-jogador e técnico da Seleção Brasileira, Falcão, emprestou um quarto para o glorioso Quintana gozar da velhice decentemente.

Foram zilhões de esquinas a pé, naquele julho empalidecido, até a Rua Marechal Floriano Peixoto, 631. Uma amiga da Letras-USP, nem me recordo mais o nome, me acompanhava, duvidando da eficácia de minha ousadia. Eu acreditava tanto e por isso investi uns míseros dinheiro de cruspiana (moradora do CRUSP – Conjunto Residencial da USP) para comprar, no caminho, o livro mais barato de sua autoria. Na verdade, sonhava com uma dedicatória pessoal de Mário Quintana.

Óbvio, nada é fácil, mas a fé conduz e concretiza. Sou insistente e atrevida, sempre. Por duas vezes, a recepcionista me informou que ele havia ido ao médico. Em ambas deixei um bilhetinho de admiração (vou omitir as mensagens aqui, por pura timidez), mas na  terceira, derreti contundente, e ele resolveu me atender.

Duro ver o homem das palavras sábias e exuberantes, quase imóvel no sofá, sendo assistido pela sobrinha Elena.

Lúcido, meio amargurado e saúde delibitada. Seria sina de poeta?

Quintana não fazia ideia que estava sendo homenageado no congresso  brasileiro dos alunos de Letras. Fiquei orgulhosa de ser a portadora da notícia, meio alegre e indiferente a ele. Coincidentemente estava usando a camiseta preta, com a sua caricatura, em branco, e os versos do passarinho impressos.

Conversamos sobre a sua poesia (a natureza como fonte de inspiração) e Bruna Lombardi, a musa. Quin me contou que havia conversado com ela e ainda assim perecia o encantamento.

Tremi muito, diante daquela sumidade. Quase emudecida, às vezes, para ouvir a voz terna, baixa e paciente dele.

Não quis estender muito a visita: o dono dos poemas belos precisava repousar, mas me confidenciou,  por último, que às vezes ainda escrevia e talvez arriscaria lançar outro livro.

Conheci e amei mais o poeta!

E o carinho de Mário Quintana por mim descansa relíquia, na estante.

 

P.S.: anos se foram e ao participar por meses de um programa estudantil, na TV Cultura, gritei aos membros da Academia Brasileira de Letras que homenageasse o meu poeta, com um fardão, mas nunca fui ouvida.

#anamariadesousa #marioquintana

 

Alê Ambrósio, a perfeita Barbie

Corpo escultural, saia lápis e um top “croppetd”, rosa para menina nenhuma deixar de sonhar. Assim, mesmo , numa caixa linda, com uma barbie viva,  Alessandra Ambrósio (para encantamento da filha Anja), se fantasia de boneca viva, para a grife Garotabakana. Ficou show!
barbie
Alessandra Ambrósio vira Barbie, da Gatabakana

Dolce Gabbana: mix de estampas de azulejos

Olha que ideia original, da Dolce Gabbana, unir as estampas dos azulejos portugueses (quem disse que são apenas o azul e branco?) e brincou ainda de inserir no cenário, a modelo, de minissaia e top cropped, com acabamento em amarelo e a menina, bolsinha do lado. Ficou incrível, principalmente porque os acessórios também interagem com a pegada fashion. Experimente!  #ana maria de sousa #dolcegabbana

 

azulejo

Ancona aninha-se entre colinas e o mar celeste

No  último post, adentramos o mar Adriático rumo a Grécia. Comprometi a relembrar os cenários, atados às emoções, aquém dos triviais pontos turísticos. Neste momento, Veneza ficou, o coração se reparte, todavia o canto enfático de uma ave presume bons presságios. Da varanda, as ondas se configuram numa expressão de paz e profusão de sentimentos. Por quê a sombra do Titanic persegue?

A chegada a Ancona deu-se num piscar. O comandante delegou poucas horas ali, tempo de novos passageiros juntarem-se à embarcação, e sugeriu bate e volta rápido pelo Centro. Ninguém se animou em me acompanhar e Ancona me chamava.

Sozinha, resolvi conhecer uma pequena fatia daquela história. A cidade foi construída pelos gregos sobre duas colinas, no século IV A.C., mas várias edificações urgiram ser restauradas, depois dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial.

Do porto, percorri a pé a colina Colle Guasco, a mais antiga do povoado. Num olhar andarilho, incitado pelo desconhecido percorri ladeiras sinuosas, com calçadas em paralelepípedos, que me remeteram à infância.

Avistei vitrines de grifes famosas, pessoas de todas as idades e o novo linguajar, inventado por mim, quando estou na Itália, aflorou de novo. Misturo espanhol, português, mais timbre italiano e funciona. Assim, consegui o trajeto mais curto, até a medieval arquitetura da Catedral de San Ciriaco, preservada nos estilos românico e gótico. Estonteante!

Numa das travessas, me deparei com uma feira extensa, repleta de comidas típicas, roupas, sapatos artesanais e objetos para casa. Adquiri uma sandália linda, trabalhada em pérolas e me agulhei: teria ainda tantos lugares para conhecer naquele paraíso e o tempo como antagonista!

Preocupada com o relógio refiz o caminho de volta, a passo cortado para reparar direito nas encostas sobre aquele mar infinitamente azul, de junho. Prometo retornar, um dia. Próxima parada, Dubrovnik, na Croácia. (Ana Maria de Sousa)

Saídas: MSC, Costa Cruzeiros, NCL Norwgian, Royal Caribben, Princess Cruisses

CELEBRIDADES APOSTAM EM TONS TERROSOS, ALÉM DE BRANCO E PRETO NESTE INVERNO

http://www.tempodemulher.com.br/moda/roupa/celebridades-apostam-em-tons-terrosos–alem-de-branco-e-preto-neste-inverno

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Pelo Mediterrâneo: de Veneza a Santorini

 

veneza.jpgQuem vai a Europa urge acrescentar no roteiro uma viagem de navio pelo Mar Mediterrâneo. O preço é ultra convidativo, em relação a qualquer outro meio de transporte e se tem a chance de conhecer vários destinos turísticos, ao mesmo tempo. Então, me aventurei uma semana, de Veneza, na Itália, até Santorini, na Grécia.

A saída por Veneza ultrapassa qualquer alusão ao romantismo essencial. É algo inusitado e avassalador. Se conseguir uma embarcação, quase ao pôr do sol, a cidade quase submersa irá se transfigurar diante de seus olhos. Oportunidade única de revisitar outros ângulos arquitetônicos da Praça de São Marcos, do Palácio dos Doges…ducal, as edificações antigas, pontes sinuosas interligando os vários bairros, ruas estreitas, ouvir o eco do canto triste do gondoleiros e até os pássaros ganharão outra conotação, se apreciados do Mar Adriático.

Então, neste momento singramos o mar e o coração parte porque a paisagem se desloca para outra dimensão, Veneza vai sumindo e as águas pálidas abraçam o horizonte num laço único, mas voltarei. A partir da próxima semana, pretendo relembrar ao seu lado cada detalhe e curiosidades desta rota surpreendente.

Saídas: MSC, Costa Cruzeiros, NCL Norwgian, Royal Caribben, Princess Cruisses